Autor Desconhecido: '' ... Sempre soube que amor é planta. Mas vim de



'' ... Sempre soube que amor é planta. Mas vim descobrir, já na flor dos anos, que a amizade também é planta; estranha planta que pode nascer ao longe, e alimentar-se de sonhos, de palavras, mas também de silêncios e delírios. Que vive no entredito, no entrevisto, no imaginado; na sutileza do que se supõe descoberto. Na espera, na familiaridade da semelhança, na estranheza das confissões, na riqueza da discordância.
E floresce com pistilos de ansiedade vermelha, e se derrama em gotas de orvalho e fragilidade, e se revela aos poucos, temerosa como uma virgem; porque o coração é terra bravia, e a alma alquebrada, na solidão construiu sua fortaleza.
Mas a vida me trouxe presentes, risos de ouro, mensagens de incenso, e histórias de mirra; e olhos sinceros, e contatos secretos, que se constroem no espanto de ver-se refletida em afetos alheios. E imagino uma estrela que brilha, quase do outro lado do mundo, quase ao alcance das mãos.
Por todas essas maravilhas, me ajoelho ante a planta que brota de minhas entranhas, plena de sumo e verde e encantamento; e agradeço as promessas simples, de vegetal esplendor. E tremo, porque me sei na presença do sagrado; e temo, pois meu coração se abre, vibrante e exposto como a flor das manhãs.
Depois encontro tuas palavras, e meu peito se enchem de seiva nova, e o riso se faz cascada para lavar a alma e as vestes, e o caminho se faz companhia. E uma lágrima foge, e rola, se torna alívio e consolo; porque sei, que apesar das águas e lembranças que nos separam, tu, entendes.

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