Fátima Bindes: Carta ao meu pai Ela é singela. É para o meu pai



Carta ao meu pai


Ela é singela. É para o meu pai/ ou mais ainda/ para todos os pais
Que doam em generosidade o amor aos filhos.
Há algumas epígrafes sobre o meu pai,
O meu amado João Maciel de Azevedo/ o Senhor “Zeca Sapateiro” /.
Um artesão da arte de moldar os pés humanos/ e a cela dos animais /
No dia a dia, o cotidiano engole as possibilidades de intimidades/.
O filho cresce/ torna senhor de sua história/ não reserva momentos de encontros, homenagens e não diz.
OBRIGADO!
Transcorrem anos a imagem de algo que deixou de ser dito/
Revelado e reconhecido passa...
Bate então à nossa consciência o coletivo espiritual, o falar ao nosso pai.
Ainda hoje sinto a ausência do papai/ de nossas conversas sobre política/ filhos/espiritualidade/ de sua amável companheira( claro, minha mãe - Dna. Nessy)/
Que juntos nos educaram dentro de princípios e valores
Da honradez, da moral e da dignidade.
Papai possuía uma personalidade forte, destemida, ousada, humana e fraterna.
Sua genética? Ótima. Sua origem? Índio/ Negro/ Branco.
Mas de face tranqüila e traços delicados e bonitos.

Pai, obrigado pelo Senhor Ter Existido.
Que Deus, em sua infinita misericórdia, o ampare sempre.
Um dia nos encontraremos.

Abraço grande,

De sua querida e amada filha,
Fátima

Fátima Bindes

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