marylife: “VOEJAR” Sinto em mim um revel incontrolável,



“VOEJAR”
Sinto em mim um revel incontrolável, mecanicamente me enlevo
Para um pináculo, lá a brisa vem me receber dando-me boas vindas
Dirijo-me para o mural sento na extremidade contemplo a orgia que parece
Estar solitária passo então a retroagir viajando nas minhas vicissitudes e sinto
Em minha boca um ressaibo, pelos vilipêndios que me faz entrar numa odisséia
Sem bagagem e sem volta, despeço-me apenas do meu único e último cigarro, visar
A fumaça que dele sai em polimorfo, resmas sai dos meus s olhos, começo então
A revolutear sem suprir apenas postergar e olvidar de tudo e de todos.
Meu reverbero é ameno quando a adrenalina se faz tomando conta de todo o meu ser
O abismo estende suas mãos querendo me talar, é hora de desarraigar, sem olhar para trás
Fecho meus olhos paulatinamente sei que o vôo se fará rápido sem dor e sem sofrimento
Acabarei-me em um segundo com eles levaria todos os dissabores amargos
Aderno meu corpo para frente, começo a voejar, para então abalroar e fenecer
marylife

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