Frases de Eugénia Tabosa

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26 - 50 de 63 pensamentoss de Eugénia Tabosa

negro e revolto
o mar de inverno
pressagía desgosto

Eugénia Tabosa

Gatinha meiga
ao passar da mão
seu corpo se ajeita

Eugénia Tabosa

Sentado no chão
de saco vazio
suspira o sultão

Eugénia Tabosa

teu corpo deitado
acorda desejos
não confessados

Eugénia Tabosa

A bola baila
o gato nem olha
salta e agarra

Eugénia Tabosa

Abrindo uma fresta
do carro de luxo
ele atira a meleca

Eugénia Tabosa

Mar de tormento
mar de sustento -
ai, triste sina

Eugénia Tabosa

Lindo sabiá
do peito amarelo
vem cá, vem cá

Eugénia Tabosa

Sentadas num fio
estão cinco andorinhas
fugidas do frio

Eugénia Tabosa

nos fios
os pássaros
escrevem música

Eugénia Tabosa

Saltando da mesa
a tulipa
foi passear

Eugénia Tabosa

O gato chinês
espera sentado
pela sua vez

Eugénia Tabosa

Mal o dia clareia
a passarada
em coro chilreia

Eugénia Tabosa

seus olhos felinos
horizontais oblíquos
olham parados

Eugénia Tabosa

olhos baixos
serena e bela
aguarda o dia

Eugénia Tabosa

a chuva no charco
traça círculos
sem compasso

Eugénia Tabosa

na cama de nuvens
o sol espreguiça-se
oblongo

Eugénia Tabosa

Seu olhar segue
o voo do pássaro -
será que desce?

Eugénia Tabosa

no aconchego da terra
a semente
vive a espera

Eugénia Tabosa

No ninho do sabiá
há quatro bocas
que não param de piar

Eugénia Tabosa

Sobre o varal
A cerejeira prepara
O amanhecer

Eugénia Tabosa

Na janela em frente
uma criança sorri -
falta-lhe um dente

Eugénia Tabosa

na boca da fornalha
labaredas
dançam Falla

Eugénia Tabosa

minha cabeça em seu peito
seus dedos em meus cabelos
- dança de leito

Eugénia Tabosa

O senhor narigudo
tinha um olho torto
e no pé um fungo

Eugénia Tabosa


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